Sobre a Halitose

 

 

O que é Halitose?

A halitose é a alteração do hálito ou mau hálito. Esta palavra origina-se do latim “Halitus” (ar expirado) e “osi” (alteração).

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Principais causas da Halitose

• Saburra lingual;
• Doença periodontal;
• Baixo fluxo salivar, “boca seca”;
• Deficiência de vitaminas A e D;
• Higiene bucal com técnicas não eficientes para remover toda a placa bacteriana;

• Presença de cáseos (partículas brancas) nas amígdalas;

• Estresse;
• Saliva muito viscosa;
• Distúrbios respiratórios;
• Respiração bucal;
• Diabetes;
• Problemas hepáticos e renais;
• Alguns Alimentos.

 

Fatores locais, sistêmicos e hábitos do mau hálito.

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Embora existam diversas causas, com maior freqüência, a halitose tem sua orígem na boca. É causada por bactérias da cavidade bucal que metabolizam alimentos, mais conhecidas como anaeróbias. Este processo produz compostos sulfúricos voláteis (CSV), os quais emitem cheiro similar a ovo podre.
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Essas bactérias habitam em áreas de difícil acesso (e com pouca presença de oxigênio) como os sulcos da gengiva ao redor dos dentes quando profundos e nas fissuras presentes na língua. Todos os fatores que diminuem a salivação ou estimulam o crescimento de bactérias anaeróbias, favorecem as alterações do hálito.

As causas da halitose podem ser: locais ou sistêmicas.

 



1) Locais

Localizadas na boca (Causas bucais).
A) Doença periodontal
Doença gengival, das estruturas de fixação do dente, em que bactérias penetram entre a gengiva e o dente e destroem o osso. Os tecidos em deterioração e o sangue causam o mau cheiro na boca. É uma situação indolor e o paciente pode não saber se tem a doença periodontal, que é identificada pelo dentista periodontista realizando o exame periodontal.
 
B) Retenção de resíduos nos dentes
Higiene bucal com técnicas não eficientes para remover toda a placa bacteriana ; áreas retentivas como lesões de cárie extensas e áreas de restaurações mal adaptadas , que dificultam a limpeza. Os restos de alimentos entre os dentes começam a fermentar, e, aos poucos, soltam odor de enxofre.
 
C) Saburra lingual
Saburra é um material viscoso, esbranquiçado ou amarelado, que adere ao dorso da língua, principalmente na região de seu terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana sobre a língua,  onde os principais microorganismos presentes são do tipo anaeróbios.
D) Boca seca
Com pouca saliva.
 
E) Lesões de mucosa bucal
Cicatrização de feridas cirúrgicas; neoplasias; miíases.
 
F) “Canal”, problemas endodônticos
Com presença de secreção (áreas infecciosas) e outros.
 
G) Cáseo
É o acúmulo de células descamadas, bactérias anaeróbias, mucina e detritos alimentares que aderem nas invaginações das amígdalas (criptas amigdalianas). O cáseo pode ser expelido durante a fala, tosse e espirros. Ele é uma massa muito viscosa que se assemelha a uma bolinha de “maisena”, porém seu odor é extremamente desagradável!

 

 

2) Sistêmicas

Relacionadas à saúde geral do organismo.

A) Alterações em fossas nasais, sinusite que produz secreção proveniente dos seios da face, ricas em proteína, entram em contato com as papilas da boca, provocando odor desagradável em pulmões;

 

B) Alteração intestinal (por exemplo, prisão de ventre);

 

C) Diabetes e alterações hormonais;

 

D) Disfunção renal; disfunção hepática;

 

E) Alterações gástricas (apenas 5% dos casos de mau hálito se originam no estômago) ou na faringe;

F) Processos alérgicos; rinites;
 
G) Alterações emocionais: Estresse; depressão; ansiedade, fobias. Geralmente, a causa da halitose é uma associação de dois ou mais fatores. Isto ressalta a importância de avaliação profissional especializada;
 
H) Alterações em outros órgãos e outras patologias.

 

Repercussão do mau hálito no convívio social.

 

 

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Pacientes com Halitose

Paciente com Halitose apresenta preocupação e insegurança ao se aproximar das pessoas; dificuldade em estabelecer relações amorosas; “esfriamento” do relacionamento entre o casal; timidez; dificuldade para sorrir; distanciamento e isolamento social.

 

Constrangimento no ambiente profissional e desempenho prejudicado, quando em contato com outras pessoas.

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Pacientes tratados

O paciente tratado passa a se sentir seguro ao se aproximar das pessoas. Com a garantia do resultado monitorado pelo Halimeter® e a prática dos cuidados treinados no tratamento, não tem dúvidas quanto a seu hálito.
 
Comporta-se mais descontraído(a) em seus contatos sociais, pessoais e afetivos, livrando-se da preocupação de  possuir mau hálito. Sorri mais freqüentemente e motiva-se ao convívio social, profissional e amoroso.
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Doença Periodontal

 

 

A doença periodontal (periodontite) é uma infecção bacteriana crônica que afeta a gengiva, o osso e as estruturas que dão suporte aos dentes. Ela pode afetar um ou vários dentes. É causada pelas bactérias da placa bacteriana.
 
A placa bacteriana é uma película constituída por bactérias e restos alimentares, que se forma constantemente sobre os dentes. É capaz de causar cáries, inflamação gengival, doença periodontal e Halitose (alteração do hálito).
 
Na forma inicial e mais suave da doença, gengivite, a gengiva torna-se mais vermelha, inchada e sangra facilmente. Geralmente, não há desconforto. A gengivite é causada freqüentemente pela higiene oral inadequada. Ela é reversível com tratamento profissional e correto cuidado diário.
A gengivite não tratada pode evoluir para periodontite: Com o passar do tempo, a placa bacteriana pode crescer e estender-se abaixo da margem da gengiva. As toxinas produzidas pelas bactérias da placa irritam a gengiva; o osso e as fibras de suporte dos dentes são destruídos; a gengiva separa-se dos dentes, dando origem às bolsas periodontais* (espaços entre os dentes e a gengiva) que se tornam infectadas. Destas bolsas exala o odor que prejudica o hálito.
 
Freqüentemente, este processo destrutivo não provoca dor, de forma que o paciente pode não perceber que tem a doença periodontal.
 
Eventualmente, os dentes podem tornar-se frouxos, com mobilidade e necessitar que sejam removidos. Assim, é necessário o exame periodontal (sondagem do espaço ao redor do dente, sulco ou bolsa) periódico para o diagnóstico.

Diagnóstico

 

Como eu posso saber se tenho ou não mau hálito? Dá para se medir o hálito?

Halimeter®

Equipamento Halimeter®, para realizar o diagnóstico preciso do hálito, identificando se o caso está relacionado a bactérias que produzem enxofre.

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A avaliação inclui:
 
• HALIMETRIA
Com o Halimeter®, é realizada a avaliação da quantidade de odor de enxofre contida no hálito. Este aparelho mede a quantidade dos compostos sulfurados voláteis (CSV) - gases capazes de prejudicar o hálito. O Halimeter® é grande auxiliar no diagnóstico e acompanhamento do tratamento até a alta do paciente. Também é utilizado em pesquisa padrão.
 
• A ANAMNESE
É realizada pela própria dentista (Questionário sobre a saúde geral), preservando a privacidade do paciente. É o levantamento do histórico médico (avaliação das vias aéreas superiores, da função digestiva, hepática, pulmonar, intestinal, renal, endocrinológica e nível de stress e ansiedade) e odontológico do paciente e de seus hábitos alimentares.
• EXAME PERIODONTAL
É a sondagem milimetrada das bolsas periodontais*. A inflamação na gengiva (gengivite) e a doença periodontal são detectadas através deste exame. Estas alterações gengivais dificilmente são percebidas pelo paciente, pois são indolores. Ambas causam halitose e necessitam de tratamento.
 
• SIALOMETRIA
É realizada a avaliação da quantidade e qualidade salivares.
EXAME CLÍNICO: Exame detalhado da boca, da língua e dos dentes, analisando possíveis áreas de retenção de bactérias e de resíduos nos dentes e outras possíveis causas locais como saburra lingual.
 
• GLICEMIA
Com a utilização do equipamento “glicosímetro”, verificamos a glicemia (nível de açúcar no sangue) pós prandial.

 

Tratamento

 

 

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A Halitose tem cura?

Estabelecido o diagnóstico e identificando-se a causa da alteração do hálito, o tratamento específico é realizado, sempre monitorado pelas informações do Halimeter®. Após a alta, a dentista acompanha o caso até três meses. O tratamento inclui a orientação específica ao caso e o treinamento individualizado de todos os cuidados que garantirão ao paciente a eliminação das causas locais da Halitose e a segurança de possuir hálito agradável e saudável, além do benefício de prevenir cáries e inflamação gengival.
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Por que fazer o exame e tratamento da Halitose e qual a importância de tratar a Halitose?
A Halitose pode sinalizar problemas bucais como, por exemplo, a doença periodontal e restaurações com retenções e, ainda, doenças sistêmicas como sinusite, cirrose hepática, diabetes e até emocionais - só para citar alguns. Existem estudos que mostram que 100% dos indivíduos manifestam, pelo menos, uma forma esporádica do problema em alguma fase da vida. A Halitose atinge uma parcela significativa da população, provocando no seu portador distúrbios de relacionamento social e familiar.
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É possível que se tenha mau hálito e não se saiba?
Sim, as células olfatórias da pessoa que apresenta Halitose sofrem um processo de fadiga e se acostumam com o odor.

 

Prevenção do mau hálito

O que pode ser feito para evitar mau hálito?
 

 

Verificação do fluxo salivar e seu ajuste
no caso de “boca seca”.

 

 

Solução de dióxido de cloro.

 

 

Exame periodontal (gengival) periódico.

 

 

Técnica de remoção de placa bacteriana
e de saburra lingual.

 

 

Uso de limpador lingual.

 

 

Limpeza dental profissional periódica.